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CASAMENTO NO TAHITI

E não é que depois de quase 30 anos de “namoro”… ele me pediu em casamento. Sabe onde? Na ilha de Tetiaroa, no Tahiti. Uma surpresa e tanto. Em grande estilo! Uma cerimônia especial e inesquecível no super hotel The Brando.

Foi tudo preparado com o maior carinho pelo marido e pela equipe do hotel. Na praia, exatamente em frente ao nosso bangalô o altar foi montado para a cerimônia ao pôr do sol. Um sacerdote, músicos, damas e dançarinas aguardavam sorrindo.
Olha só a delicadeza do bouquet.
Nos rituais tradicionais, o noivo chega de piroga enquanto a noiva aguarda com as damas de honra, (por ser uma cultura de tradição matriarcal). Mas, resolvemos inovar. Quem chegou na pequena canoa fui eu. Enquanto o noivo aguardava ansioso.
Lá vem a noiva!
Optei por vestir o clássico pareô branco amarrado à moda local e pés descalços. (Até porque eu nem imaginava que iria casar no Tahiti! Não havia preparado nenhum “modelito” adequado.) Tive uma dama para me vestir e acompanhar nos preparativos. Como adereço, apenas um colar de flores brancas que exalava um perfume inesquecível. Nas mãos, mais flores. Um arranjo simples, delicado e lindo. Nos sentimos como rei e rainha (já que passamos da fase de príncipe e princesa).
 Chegada da noiva.
Na areia, o marido-rei me esperava também com seu pareô branco e colar de flores, acompanhado pelo sacerdote e pela encarregada do cerimonial. Um caminho feito de folhas de coqueiro, flores e tochas conduzia ao altar. Fomos convidados a sentar numa cadeira de espaldar alto, com dois assentos. O casamento iniciou com música e dança local para purificar nossa união e atrair boas energias.
Cerimônia de purificação dos noivos.
Então, para celebrar a união, nossas mãos foram envoltas numa folha e ungidas com água de côco. O sacerdote falava em sua língua nativa enquanto uma dama auxiliava na tradução para o inglês dizendo que a união do casal deve ser eterna como o mar, o vento, o sol e todas as forças da natureza. Um discurso simples e lindo. Só conseguíamos sorrir de felicidade!
Toda a força da água de côco na celebração do matrimônio taitiano.
A seguir declaramos nossos votos de amor e cada um colocou uma coroa de flores na cabeça do outro, como um dos símbolos de união.
As alianças não são o único símbolo do casamento taitiano, as coroas de flores e o Tifaifai precisam estar presentes.
Mais dança e música. E dessa vez, fomos convidados a dançar abraçados e enrolados numa colcha de patchwork vermelha e branca, chamada Tifaifai. Essas colchas fazem parte da cultura polinésia. Elas simbolizam o amor, o respeito e a consideração. Geralmente são dadas pelas mães e avós, para as filhas que se casam, ao sair de casa para a nova etapa da vida familiar.
Dois em um. Dois apaixonados em um Tifaifai.
Depois de fazer o primeiro brinde com champagne, em cascas de côco, recebi do juiz de paz o nome de Poehere Vahine e meu marido passou a se chamar Poehere Tane, nomes taitianos que significam Pérolas de Amor, sendo que vahine se refere à mulher e tane ao homem. Outra curiosidade é que o marido adota o sobrenome da mulher. Então, na versão ocidental o “Liechavicius” passou a ser o sobrenome oficial da família. Amei! Muito especial.
 Um brinde com côco.


E outro com champagne.
Enfim, casados! Para comemorar a união partimos o bolo feito pela equipe de Guy Martin e fizemos mais um brinde regado a champagne, dessa vez em taças de cristal. Assinamos a certidão de casamento no exato momento em que o sol estava se pondo na nossa frente. Foi tudo calculado com perfeição. A cerimônia durou uma hora.

Bolo de casamento.
Certidão de casamento taitiana.
Foi uma cerimônia incrível! Valeu a pena ter esperado quase 30 anos por esse momento. Agora temos mais uma data para comemorar todos os anos, o dia 25 de setembro.
Obrigada, meu Poehere Tane!
Da sua Poehere Vahine.
 Post publicado originalmente no site de Claudia Liechavicius

www.viajarpelomundo.com
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