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Coluna Estefânia Adams

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ITENS DA DECORAÇÃO NÃO SÃO LEMBRANCINHAS DA FESTA

Foto Marcelo Kuczura (1)Foto Marcelo Kuczura

               A decoração é hoje um dos principais itens no planejamento de eventos sociais e tem, muitas vezes, tornado-se quase protagonista da ocasião. Capaz de transformar qualquer ambiente, seja áreas interna ou externa, confere o clima, o tom e o tema da festa.

Nos últimos tempos, tem-se percebido um grande investimento neste item, em especial nas comemorações de casamento, aniversário e formatura. Assim como tem crescido o número de empresas da área que, cada vez mais, investem na diversificação de seu estoque e em qualificação nos quesitos mão-de-obra, ideias e possibilidades de ornamentação. Confesso que, muitas vezes, acho que a decoração é tão impregnada de peças, flores e outros tantos elementos e adereços decorativos, que o que poderia ser belo passa a ter um certo exagero visual. Quando possível, sou adepta do “menos é mais”. Mas isso é uma questão de gosto e estética!

De qualquer forma, tudo – e tudo mesmo – que está em exposição, enfeitando o ambiente ou no serviço aos convidados, ou são itens locados, ou pertencem ao anfitrião, ou ainda uma combinação de “fontes provenientes” desses itens. Eles não estão disponíveis para que sejam levados para casa no final da festa. E seja ele qual for! Incluo aqui as flores, sempre lindas e quase, quase irresistíveis. Não! Nem elas devem ser levadas sem consentimento. Pense que, em vez de enfeitar a sua casa, elas poderiam, por exemplo, ser doadas para enfeitar lares assistenciais. Ficariam ainda mais bonitas, não é mesmo?!? Nenhuma peça ou item da decoração é lembrancinha! Estas, quando previstas, são distribuídas pelo anfitrião ao despedir-se de seu convidado; ou são colocadas em um espaço previamente determinado para que o convidado possa levar, traduzindo uma maneira delicada de agradecimento pela presença e uma forma de manter na memória os momentos compartilhados. Mas atenção, neste caso, mostre que você é chique, fina e elegante, e leve uma, apenas uma lembrancinha!

               Portanto, lembre-se sempre, a não ser que haja autorização do anfitrião – ou de alguém responsável e com autoridade para liberação – não saia do evento carregando na bolsa ou nas mãos algum elemento da decoração. Nem mesmo as flores!!! Com certeza, você dará prejuízo, no mínimo, ao seu anfitrião, que terá que arcar com o valor de reposição da peça.

               Aproveite, divirta-se muito e guarde na memória, no coração e em fotos as lembranças da festa!
5124-0048-04151Estefânia Adams

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As fotos que ilustram as postagens desta coluna são de trabalhos realizados por mim.

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A TRABALHO NO EVENTO? NÃO SE FAÇA CONFUNDIR COM OS CONVIDADOS

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               O assunto de hoje é bastante delicado, mas merece atenção pela frequência com que tenho observado, tanto na minha participação em eventos a trabalho como na participação enquanto convidada. E o que tenho percebido é que fornecedores e prestadores de serviço estão cada vez mais confundindo o seu papel dentro do evento, adotando uma postura bastante informal.

                     A prestação de serviço requer uma certa formalidade com quem está contratando, assim como com quem é convidado. Isso não quer dizer que você não possa interagir com o anfitrião e todas as pessoas presentes, mas é preciso entender que a sua presença é especificamente para a execução de determinado trabalho. Particularmente, adoto uma postura o mais discreta possível e oriento sempre a equipe de trabalho para que faça o mesmo. Porém, alguns prestadores de serviço, contratados na maioria das vezes para um trabalho pontual, insistem em manter uma postura de quem está “na festa” como convidado. Bebem, comem, conversam como se estivessem entre amigos. Fumar, então, nem pensar!! E esse é um detalhe que pode fazer com que o contratante leve isso em consideração na próxima vez que for escolher a prestação de serviço de um mesmo segmento que o seu. Assim como pode se tornar um ponto negativo para a sua imagem profissional e a imagem da empresa que está representando.

                Em eventos de curta duração, costumo informar aos prestadores de serviço que estes serão servidos no final do evento, após a saída dos convidados. Isso vale, inclusive, para a equipe de funcionários da empresa que está promovendo o evento, que, descontraidamente, no encerramento deste, quando todos os convidados já tiverem se retirado, poderão então brindar e comemorar o sucesso do evento. Em eventos de duração mais longa, uma pausa – previamente determinada – no trabalho permite que possam ser servidos durante o mesmo, sempre com a maior discrição possível.

            Além de executar a função para o qual foi contratado, estar a trabalho em um evento envolve, entre outros, o cuidado com a imagem, a postura e o comportamento diante de outras pessoas. Incluo aqui um cuidado bastante especial e que poderia ser abordado em um outro tema: se for contratado para trabalho de determinada marca, jamais use um item pessoal da concorrência. Um exemplo? A etiqueta externa ou logomarca estampada em sua roupa ou sapato. Tenha certeza de que, se os convidados não observaram, o contratante e o planejamento não deixaram passar este detalhe muito significativo.

            No mais, aproveite a oportunidade para fazer um trabalho da maneira mais impecável possível! É a partir dele que você poderá repetir o serviço ou ser indicado para outros tantos.

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Estefânia Adams, Relações Públicas da J. Adams Propaganda.

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SUA BEBIDA PREFERIDA PODE NÃO SER A ESCOLHA DE SERVIÇO DO SEU ANFITRIÃO – ANTES DE PEDIR, PERGUNTE O QUE ESTÁ SENDO SERVIDO

Ilustração post bebidas

               Nosso assunto de hoje é a bebida. A boa etiqueta sugere que, quando você estiver em um evento particular, seja ele empresarial ou social, não peça o que quer beber sem antes saber o que está sendo servido. Antes de mais nada, lembre-se: você não está em um bar ou restaurante! E mesmo que estivesse, a carta de bebidas também teria uma limitação de escolhas disponíveis para o cliente.

              Entre tantos itens a definir – e contratar para a execução de um evento – está a definição das bebidas. Especificamente em eventos empresariais, para a escolha da bebida a ser servida aos convidados são levados em consideração: o tipo de evento; o público; a “imagem” da empresa e de sua direção, a estação do ano; a estrutura disponível no local para armazenamento e resfriamento; o orçamento disponível; entre outros tantos fatores importantes para que este serviço “converse” com o tom e o clima do evento. É usual definir-se em servir um único tipo de bebida que contenha teor alcoólico e águas – com gás e sem gás, uma vez que em eventos empresariais o foco não são as bebidinhas e comidinhas, mas, em especial, o incremento das relações. Portanto, a dica é: antes de pedir ao garçom o que quer beber, pergunte a ele ou a alguém do serviço o que está sendo servido. E pode ser apenas um: “- Por favor, o que estão servindo?” Gentilmente será respondido e, então, você poderá decidir o que irá beber … entre as opções oferecidas.

               E aproveite para compartilhar informações com seu anfitrião, seus amigos, seus colegas de trabalho ou fazer novos relacionamentos. Tim-tim!!

               Obs.: só não vale beber em demasia!

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Estefânia Adams, Relações Públicas da J. Adams Propaganda.

 

 

 

 

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RECEBENDO UM CONVITE – O QUE VEM JUNTO COM ELE

Convite Bodas 1

 

Hoje inicio a minha participação como colaboradora do Blog Mulheres Donas de Si. E que honra! Uma honra e um privilégio ter recebido o convite das poderosas Leila Moura e Marlene Sager. Mas, antes de mais nada, penso que a primeira coisa que devo fazer é me apresentar. Sou Estefânia Adams, Relações Públicas da J. Adams Propaganda, formada pela nossa Universidade Federal de Santa Maria e apaixonada pela profissão que escolhi exercer. Entre tantas ferramentas da minha área de atuação, meu principal foco são os eventos empresariais e o marketing de relacionamento como estratégias de aproximação das empresas com seus públicos. Mas muitas vezes atuo também no planejamento de eventos sociais. E são nessas práticas que vivencio e experimento (do planejamento, a organização, a execução, ao acompanhamento e a divulgação espontânea), que tenho coletado os conteúdos fervilhantes que compartilharei por aqui. Minha intenção não é a discussão técnica, apenas dividirei minhas percepções e observações do dia-a-dia e da prática de meu trabalho, agregadas ao conhecimento, é claro, da academia.

            E para esta estreia, escolhi falar um pouco e de uma forma geral sobre o convite. Isso mesmo! Afinal, o que significa recebermos um convite para um evento? Seja ele social ou empresarial, seja ele de que natureza for, a primeira coisa que devemos pensar é que, por algum motivo, alguém nos escolheu para que fizéssemos parte daquele momento. E seja qual for o motivo desta escolha – relação pessoal, profissional, de trabalho, familiar, etc. – passamos a fazer parte de uma seleta lista de convidados, afinal, ninguém faz um evento convidando todas as pessoas de sua relação. Então, é preciso enxergar o valor que está agregado no recebimento de um convite e a importância que temos para quem o emitiu. Como forma de retribuir ao anfitrião, o ideal seria aceitá-lo sempre, mas como nem sempre isso é possível, a dica é: responda sempre! Seja o convite impresso ou virtual, quando trouxer a abreviatura da famosa expressão francesa Répondez S’il Vous Plaît – RSVP, responda se aceitará e também responda se não puder estar presente. Não demore em atender para facilitar a vida do anfitrião. E mantenha a sua decisão! Se confirmou sua presença, compareça. O mesmo vale se você não confirmar: não vá! Nos casos em que o convite não exige confirmação, o anfitrião deve estar programado e preparado para receber todos os seus convidados, mas a recepção será muito mais atenciosa se ele souber quem, realmente, aceitou o seu convite e se fará presente. Então, sempre que possível, comunique-se! E o planejamento levará isso em conta sempre. Ah! E nem pense em levar alguém junto com você, a não ser que o evento seja muito informal e que haja certa intimidade com o anfitrião. Mas nunca esqueça de perguntar antes a ele se isso é possível, identificando a sua companhia e justificando a sua solicitação. Você não quer correr o risco de aparecer no evento acompanhado de alguém que não estaria de forma alguma na lista de convidados do seu anfitrião, não é mesmo?! Este assunto renderia uma postagem bem mais longa, mas vamos iniciar com algumas pinceladas, pois, com certeza, o convite voltará a ser tema por aqui.

Ah! Sou também muito, mas muito apaixonada pelos meus filhos, Manoela e Lucca, dois jovens adultos, de cabeça boa, trilhando belos caminhos e que me enchem de orgulho.

Muito prazer!

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QUANDO A AUSÊNCIA DE UM PROFISSIONAL FAZ TODA A DIFERENÇA NO PLANEJAMENTO DO SEU EVENTO

Ilustração Formatura               No post de hoje, resolvi compartilhar experiências nada agradáveis vivenciadas por quem assistia a cerimônia de colação de grau de alunos de uma das universidades de nossa cidade. O evento, que tinha como cenário o salão de um dos principais clubes sociais de Santa Maria, reunia familiares e amigos dos acadêmicos de quatro ou cinco cursos de graduação. Como na maioria das cerimônias de colação de grau, via-se um grande investimento em som, luz, projeção, decoração e outros tantos itens que deixavam o ambiente lindo e pronto para receber os convidados. E claro, orgulhar formandos, professores, reitor e todo o staff merecedores de uma noite inesquecível.  Porém, algumas situações chamaram a atenção, talvez muito mais para alguém que como eu, adora detalhes e sabe que um bom planejamento está cheinho deles.

            Na entrada principal do clube, recebíamos “pulseirinha” que identificava de qual formando éramos convidados; já na entrada do salão onde ocorreria a cerimônia, após esta identificação, recepcionistas indicavam “a ala” que deveríamos ocupar. Para surpresa, na “ala” indicada não havia lugar disponível para sentarmos. E não estávamos atrasados! Nos dirigimos novamente aos recepcionistas que não tinham orientação de como proceder em uma situação como essa e, após alguns desencontros entre eles, sugeriram que nos deslocássemos para o fundo do salão e assistíssemos a cerimônia de lá. Argumentamos e acabamos sentando em uma “ala” lateral a do nosso anfitrião e, um tempo depois, fomos deslocados novamente – após colocação de mais cadeiras mesmo com outros convidados chegando e tantos sentados em seus lugares – para que pudéssemos nos “acomodar” e assistir a formatura do amigo tão querido e especial para a nossa família.

            E então, chega a hora da entrada de formandos, professores, paraninfos, homenageados, reitor, etc. Em fila adentravam cerimoniosamente o salão, sob uma passarela toda iluminada, anunciados pelo mestre de cerimônias e tendo como fundo uma bela trilha sonora. Outra equipe de apoio os aguardava próximo à rampa com passadeira vermelha colocada para a subida no palco. A ideia, excelente se funcionasse, era apoiá-los nessa subida. Foi aí que assistimos, nervosos, mulheres em seus saltos altos perdendo a elegância para “escalar”, literalmente, o palco que tinha uma altura bastante considerável. Foi impossível não comentar, mesmo que baixinho: “- porque não colocaram degraus?” Para surpresa, estava previsto no cerimonial que formandos e professores subissem e descessem aquela rampa, pelo menos, três vezes. E por vezes durante aquela noite assistimos as mulheres com muita dificuldade para cumprir o trajeto estabelecido.

            Uma dessas descidas do palco era para que formandos homenageassem seus pais – ou alguém especial que os assistia –  entregando uma flor. Todos os focos estavam nos abraços calorosos, nos beijos e carinho espalhados naquele encontro no salão. Menos um! Uma única formanda permanecia no palco. Solitária! A sensação era de que, para ela, aquele momento não precisaria acontecer. E no cerimonial nenhuma solução para que não houvesse tamanho constrangimento para aquela formanda e para quem assistia a cerimônia. Uma atenção de seus professores teria ao menos amenizado a situação. Mas para isso acontecer, deveria estar previsto e combinado anteriormente. Tenho certeza que, assim como para mim e para meus familiares – mesmo não conhecendo aquela moça – outros convidados devem ter percebido e sentido um dos momentos mais tristes da noite. Chamei de imperdoável! E pensei: o planejamento de um evento requer envolvimento, muito detalhamento e conhecimento…profissional.

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