Coluna Estefânia Adams

Pronunciamentos!

 

Jantar_Todeschini         Jantar no La Table D’Or Mediterranée, em Gramado, durante Tour Todeschini S.A., programa direcionado para arquitetos. Foto Silvia Tonon.

          Há pouco tempo presenciei aquilo que considero muito mais que desconhecimento sobre postura e comportamento em eventos. Confesso que foi um daqueles casos que me fazem quase que interferir, mas contenho a minha intenção uma vez que estou participando enquanto convidada e não em trabalho.

            Ao receber seus convidados, muitas vezes o anfitrião faz um pronunciamento, seja de boas-vindas, de agradecimento, de apresentação ou qualquer outra intenção. O fato é que, nesta hora, todas as pessoas presentes, sem exceção, devem ficar em silêncio, demonstrando um mínimo de interesse e atenção àquele que lhe fez o convite e está recebendo em sua casa, em seu local de trabalho, no salão de festas ou em qualquer outro lugar previamente determinado. Volto a lembrar o que comentei em uma postagem anterior: “Afinal, o que significa recebermos um convite para um evento? Seja ele social ou empresarial, seja ele de que natureza for, a primeira coisa que devemos pensar é que, por algum motivo, alguém nos escolheu para que fizéssemos parte daquele momento. E seja qual for o motivo desta escolha – relação pessoal, profissional, de trabalho, familiar, etc. – passamos a fazer parte de uma seleta lista de convidados, afinal, ninguém faz um evento convidando todas as pessoas de sua relação. Então, é preciso enxergar o valor que está agregado no recebimento de um convite e a importância que temos para quem o emitiu – em RECEBENDO UM CONVITE – O QUE VEM JUNTO COM ELE.

            Transcrevo este recorte para lembrar que quando estamos participando de um evento existe uma intenção sobre o convite endereçado a você, portanto, devemos ter – e dar – atenção ao anfitrião e a tudo que está acontecendo no decorrer da ocasião. E é fundamental que tenhamos atenção especial durante pronunciamentos, quando as conversas devem cessar imediatamente e toda a atenção deve estar voltada para quem está falando. É uma questão de respeito, cortesia, delicadeza…educação! Não é tão incomum perceber grupos em conversas animadas ou um convidado que insiste em falar durante pronunciamentos, mesmo que seu interlocutor permaneça calado. Nestas horas não há muito o que fazer, mas cabe ser dito, da forma mais gentil possível: –Vamos prestar atenção! Ou: -Vamos ouvir “fulano (a)? ”. Afinal, mesmo que você não tenha a mínima vontade de ouvir o que seu anfitrião tem a dizer, tenha certeza que outros convidados estão loucos para ouvi-lo, torcendo para um bom discurso de interação e prontos para aplaudi-lo no final.

            Confesso que quando estou a trabalho, estas situações são resolvidas com uma solicitação de silêncio “ao pé do ouvido” de quem está conversando. E se mesmo assim isso não resolver o problema, um pedido mais objetivo será feito. Se tem uma coisa que me deixa incomodada é ver pessoas conversando enquanto alguém se pronuncia durante um evento. Deixe a conversa para depois! Neste momento não há nada mais importante do que ouvir, apenas ouvir…e aplaudir.5124-0048-0415Estefânia Adams, Relações Públicas!

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