Coluna Estefânia Adams

QUANDO A AUSÊNCIA DE UM PROFISSIONAL FAZ TODA A DIFERENÇA NO PLANEJAMENTO DO SEU EVENTO

Ilustração Formatura               No post de hoje, resolvi compartilhar experiências nada agradáveis vivenciadas por quem assistia a cerimônia de colação de grau de alunos de uma das universidades de nossa cidade. O evento, que tinha como cenário o salão de um dos principais clubes sociais de Santa Maria, reunia familiares e amigos dos acadêmicos de quatro ou cinco cursos de graduação. Como na maioria das cerimônias de colação de grau, via-se um grande investimento em som, luz, projeção, decoração e outros tantos itens que deixavam o ambiente lindo e pronto para receber os convidados. E claro, orgulhar formandos, professores, reitor e todo o staff merecedores de uma noite inesquecível.  Porém, algumas situações chamaram a atenção, talvez muito mais para alguém que como eu, adora detalhes e sabe que um bom planejamento está cheinho deles.

            Na entrada principal do clube, recebíamos “pulseirinha” que identificava de qual formando éramos convidados; já na entrada do salão onde ocorreria a cerimônia, após esta identificação, recepcionistas indicavam “a ala” que deveríamos ocupar. Para surpresa, na “ala” indicada não havia lugar disponível para sentarmos. E não estávamos atrasados! Nos dirigimos novamente aos recepcionistas que não tinham orientação de como proceder em uma situação como essa e, após alguns desencontros entre eles, sugeriram que nos deslocássemos para o fundo do salão e assistíssemos a cerimônia de lá. Argumentamos e acabamos sentando em uma “ala” lateral a do nosso anfitrião e, um tempo depois, fomos deslocados novamente – após colocação de mais cadeiras mesmo com outros convidados chegando e tantos sentados em seus lugares – para que pudéssemos nos “acomodar” e assistir a formatura do amigo tão querido e especial para a nossa família.

            E então, chega a hora da entrada de formandos, professores, paraninfos, homenageados, reitor, etc. Em fila adentravam cerimoniosamente o salão, sob uma passarela toda iluminada, anunciados pelo mestre de cerimônias e tendo como fundo uma bela trilha sonora. Outra equipe de apoio os aguardava próximo à rampa com passadeira vermelha colocada para a subida no palco. A ideia, excelente se funcionasse, era apoiá-los nessa subida. Foi aí que assistimos, nervosos, mulheres em seus saltos altos perdendo a elegância para “escalar”, literalmente, o palco que tinha uma altura bastante considerável. Foi impossível não comentar, mesmo que baixinho: “- porque não colocaram degraus?” Para surpresa, estava previsto no cerimonial que formandos e professores subissem e descessem aquela rampa, pelo menos, três vezes. E por vezes durante aquela noite assistimos as mulheres com muita dificuldade para cumprir o trajeto estabelecido.

            Uma dessas descidas do palco era para que formandos homenageassem seus pais – ou alguém especial que os assistia –  entregando uma flor. Todos os focos estavam nos abraços calorosos, nos beijos e carinho espalhados naquele encontro no salão. Menos um! Uma única formanda permanecia no palco. Solitária! A sensação era de que, para ela, aquele momento não precisaria acontecer. E no cerimonial nenhuma solução para que não houvesse tamanho constrangimento para aquela formanda e para quem assistia a cerimônia. Uma atenção de seus professores teria ao menos amenizado a situação. Mas para isso acontecer, deveria estar previsto e combinado anteriormente. Tenho certeza que, assim como para mim e para meus familiares – mesmo não conhecendo aquela moça – outros convidados devem ter percebido e sentido um dos momentos mais tristes da noite. Chamei de imperdoável! E pensei: o planejamento de um evento requer envolvimento, muito detalhamento e conhecimento…profissional.

5124-0048-0415Estefânia Adams, Relações Públicas da J. Adams Propaganda.

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2 Comentários

  • Responder Julia Abelin 04/01/2017 em 15:32

    Excelente análise e colocações.
    Tema muito relevante para a cidade de Santa Maria. Parabéns

    • Responder Mulheres Donas de Si 04/01/2017 em 16:49

      Obrigada Júlia! Continue nos acompanhando. Bjs

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