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Andrea Barros

Viagens

Viña San Esteban – Chile

A gente adora um bom vinho e o Chile, ao lado da Serra Gaúcha e da Argentina, é um paraíso, não é mesmo? Quem vai a Santiago pela primeira vez, geralmente visita a Concha y Toro e a famosa adega Casillero Del Diablo, que é muito legal. Com sorte, degusta o Don Melchor, o melhor vinho que é produzido lá, ao lado de outros bons rótulos. Contei um pouco aqui.

Só para variar, queríamos algo diferente, porque já tínhamos visitado a Concha y Toro e a Cousiño Macul na primeira vez em que lá estivemos. E acabamos descobrindo, na subida da Cordilheira dos Andes, rumo a Mendoza/AR, a Viña San Esteban, em que você se torna enólogo por um dia e ainda leva consigo uma garrafa com o seu próprio vinho. Não, você não entendeu errado: você faz o seu vinho.

Na subida, com sorte, você avista o Pico mais alto da América do Sul, o Aconcágua. E ainda passa ao lado de diversas plantações de frutíferas. Ah, nem preciso dizer que a estrada é linda, né?

Aconcágua

Aconcágua

 

San Esteban é um pequeno vilarejo incrustado nas montanhas da Cordilheira dos Andes, no Vale do Aconcágua, um dos diversos vales produtores de vinhos do Chile. O lugar é maravilhoso!

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A visita começa exatamente pela adega. Atravessamos o galpão, onde repousa milhares de litros de vinho, saímos na porta dos fundos e visitamos a área industrial: desde o local do recebimento das uvas, fermentação nos toneis de aço inox, o envasamento e etiquetagem das garrafas.

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Depois desta etapa, voltamos à adega e a guia explica a diferença entre as três principais cepas que são produzidas pela empresa: cabernet sauvignon, carménère e syrah. Degusta-se uma a uma, separadamente, buscando identificar, segundo as orientações recebidas, suas características. Depois, passamos a elaborar a nossa própria fórmula, conforme é ensinado.

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Depois, mãos à obra: duas chances para criarmos o nosso próprio assemblage. Primeiro, a gente faz uma taça de cada, conforme as fórmulas montadas. Depois, escolhemos uma delas e fazemos uma garrafa inteira. Com a ajuda da nossa anfitriã, escrevemos o rótulo, colocamos a rolha e o lacre. E tcharam: saímos de lá com um vinho só nosso, com a nossa assinatura! Não é o máximo???!!!

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Acha que a visita terminou? Nã-nã-ni-nã-não! Depois de ser enólogo por um dia, de comer nozes e passas deliciosas, produzidas pela própria empresa, passamos à degustação, propriamente dita (mesmo que já estejamos muito mais pra lá do que pra cá). Com o vinho top (Laguna Del Inca in Situ) da empresa, é servida uma empanada de carne deliciosa e enorme, para aplacar um pouco a fome e o que já bebemos.

No final, ainda compramos azeite de abacate, também produzido na vinícola. E dos nossos signature wines trouxemos garrafas extras. Uma garrafa está no preço. Se quiseres fazer outras extras, pagas em separado.

Gastamos em torno de R$ 250,00 ao todo (visita, 3 garrafas extras do nosso assemblage e um azeite de abacate), mas o preço do tour que nos levou até lá não está computado nesse valor. Trouxemos conosco uma experiência que não tem preço! Ah, este tour tem que ser reservado com antecedência mínima de 24h.

Graças ao Juan Vergara (info@itours.cl ou gatovergara@gmail.com) vivenciamos esta experiência diferente, que vamos levar para o resto de nossas vidas. Se fores ao Chile, reserva um dia para visitar esta vinícola, pois vale muito a pena!

Salud!

Ah, antes de terminar, convido vocês a curtirem a nossa página lá no facebook. Toda a semana tem post novo no blogue e você fica não perde nenhuma novidade! Do RS para o Mundo.

 

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Viagens

Pequeno roteiro para Portugal

Quando se pensa em viajar para a Europa, raramente Portugal é a primeira opção. França, Alemanha, Itália e Espanha, seguidos de outros países, ao que me parece, figuram no topo dos desejos dos viajantes, inclusive no meu. Conhecer Paris era, para mim, realizar um sonho de infância ou de adolescência, sei lá, porque fazia muitos anos que eu afirmava que a minha primeira ida para a Europa seria para lá. E assim foi.

No entanto, uns amigos estavam vivendo uma temporada em Lisboa por conta do mestrado e nós resolvemos aproveitar a oportunidade e ir até lá visitá-los, já que o nosso voo era via Lisboa. E Portugal foi uma grata surpresa!

Foram três dias muito intensos, mas que nos deixou com gostinho de quero mais (tanto que voltei em outubro do ano passado…). O roteiro foi montado por nossa amiga, que se esmerou demais. Meu único pedido foi ir a Fátima.

Então, assim dividimos os nossos dias:

Dia 1:

Chegamos a Lisboa, vindos de Paris, no início da tarde e visitamos de pronto a Torre de Belém, o Padrão dos Descobrimentos (de onde partiam as caravelas rumo às terras distantes) e o Mosteiro dos Jerónimos, tudo ali, na margem do Tejo (“Pelo Tejo se vai ao longe…” está escrito no chão). Ah, comemos os famosos e originais Pasteis de Belém, que são deliciosos e não, não existe outro igual em qualquer outro lugar, que não na Pastelaria de Belém! Quem já comeu, sabe do que estou falando, quem ainda não teve essa oportunidade, pensa em algo bom, não! Algo muito bom!

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Dia 2:

No dia seguinte, pegamos a estrada rumo ao Santuário de Fátima, que havia recebido a visita do Papa Bento XVI fazia poucos dias. Independente de religião, o lugar merece a visita, porque a energia que tem lá é inexplicável!

Na sequência, visitamos o Mosteiro de Batalha, de Alcobaça e a encantadora Óbidos, que contei aqui. Foi a minha primeira cidade murada, que me encantou. Ah, aqui se toma a Ginjinha D’Óbidos, um licor delicioso.

Depois retornamos para Lisboa. Não, ainda não escrevi nada a respeito dos demais locais que visitei! Quem sabe um dia!

Óbidos - Portugal

Óbidos – Portugal

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Dia 03:

No dia seguinte, saímos para outro lado. Estivemos em Estoril, Cascais, Sintra (com seu lindo Palácio da Pena e Castelo dos Mouros) e Queluz. O Palácio Nacional de Queluz abrigava a Família Real Portuguesa antes de virem para o Brasil. No livro 1808, de Laurentino Gomes, ele é citado. Após visitarmos esse lindo palácio, voltamos para Lisboa.

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Dia 04:

Era nosso último dia em Lisboa. À noite tínhamos que voar de volta ao Brasil. Ao longo do dia, visitamos um pouco mais da linda capital portuguesa. Alfama (com o Eléctrico 28), Castelo de São Jorge, Rua Augusta, Chiado e arredores.

Mesmo com tão pouco tempo, conseguimos ter uma pequena noção das surpresas que Portugal nos guarda. História que se mistura com a nossa, arquitetura que se mistura com a dos mouros, lugares de inimaginável beleza e, claro, o melhor bacalhau, bons vinhos e pastel de Belém. Não tem como não se apaixonar por lá!

E hoje em dia é possível se fazer em Lisboa o que se chama de stopover: você compra a passagem pela empresa aérea portuguesa para o seu destino final na Europa, mas desembarca em Lisboa, por dois ou três dias, cumpre o roteiro que sugiro neste post, e depois segue viagem para o seu destino final, sem que sua passagem custe mais por isso (o aeroporto de Lisboa é muito bem localizado e bem servido de transporte público, facilitando este deslocamento. Aliás, a chegada em Lisboa é de tirar o fôlego!). É possível fazer essa simulação no sítio da empresa, embora seja um pouco complexo. Fiz isso ano passado com outra empresa para conhecer Amsterdam. E valeu muito!

 

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Viagens

Pablo Neruda

Adoro poesia. Adoro Pablo Neruda. Adoro ler para me preparar para as viagens, como já comentei anteriormente.

Quando fui ao Chile a primeira vez, decidi que não sairia de lá sem conhecer as três casas de Pablo Neruda: a La Chascona, que fica em Santiago (e eu descobri que até hoje não escrevi sobre essa casa no blog!), a La Sebastiana, em Valparaíso e, por fim, a mais esperada por mim, Isla Negra, na beira do Pacífico.

La Chascona

A casa de Santiago, que fica no bairro Providéncia, começou a ser construída por Neruda em 1953 para que nela morasse Matilde Urrutia, seu amor secreto. Em homenagem a ela, batizou por ‘La Chascona’, como ela a chamava, em razão de sua abundante cabeleira.

Após o golpe militar de 1973, que derrubou o então Presidente Salvador Allende, Neruda faleceu. A casa, então, sofreu diversos vandalismos, inclusive a obstrução de um curso de água natural, que fez com que toda ela fosse inundada. Mesmo assim, Neruda foi ali velado junto a poucos amigos. Matilde reconstruiu a casa e ali viveu até 1985.

Divulgação do saite http://www.fundacionneruda.org/es/galeria-chascona

Divulgação do saite http://www.fundacionneruda.org/es/galeria-chascona

Divulgação do saite http://www.fundacionneruda.org/es/galeria-chascona

Divulgação do saite http://www.fundacionneruda.org/es/galeria-chascona

 

La Sebastiana

A casa de veraneio de Neruda e Matilde fica em Valparaíso, no alto do Cerro Florida, de onde se avista o Oceano Pacífico. Neruda amava Valparaíso e pediu a um amigo, em 1959, que ele encontrasse uma casa para ele. Mas não podia ser uma casa qualquer. Debía estar en un cerro, pero cerca del plan, con vista al mar y a la ciudad, lejos de todo, pero cerca de la movibilización, con vecino silenciosos, solitaria pero no en exceso, alada pero firme, original pero no incómoda, y sobre todo, económica.

A casa foi inaugurada em 18 de setembro de 1961, com uma festa memorável. La Sebastiana foi saqueada após o golpe militar de 1973, tendo sido restaurada em 1991. A visita ao museu é autoguiada e é proibido fotografar seu interior.

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La Sebastiana – Valparaíso

 

Isla Negra

Para mim, a mais linda de todas, a mais completa, a mais nerudiana, a mais… Faltam-me adjetivos para ela! Já estive duas vezes lá e irei de novo, certamente.

Neruda e La Chascona encontram-se enterrados ali, ao lado do mar. Neruda, além de político e escritor, era conhecido como um coisista, pois adorava colecionar tudo o que via pela frente e parte dessas coleções podem ser vistas em Isla Negra. A vida deles está lá, a energia desse lugar é incrível, tudo é maravilhoso!

 

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Isla Negra – Chile

 

Quando estive pela primeira vez
defronte do oceano me enchi de assombro.
Ali entre dois grandes montes
 (o Huique e o Maule) se desatava 
a fúria do grande mar.
Não eram somente as imensas ondas 
nevadas que se levantavam 
a muitos metros sobre nossas cabeças, 
mas um estrondo de coração colossal, 
a palpitação do universo.

(NERUDA, Pablo, em Confieso que he vivido).

Para melhor se entender o mundo de Neruda e Matilde, indispensável a leitura de ‘Minha vida com Pablo Neruda”, escrito pela própria Matilde Urrutia. Igualmente indispensável a leitura das poesias de Neruda. O filme “O Carteiro e o Poeta” retratam a vida deles no exílio, na Itália. Também recomendo.

Todas as casas são museus administrados pela Fundação Neruda. No valor do ingresso está incluído um audioguia (tem em português), que facilita em muito a visita. Na primeira vez que fui, eram guias quem explicava. Mais informações sobre preços, horários de visitação, você encontra aqui.

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Viagens

Estrada do Sabor e Vale dos Vinhedos

Quando se fala em Serra Gaúcha, que cidade ou cidades lhe vêm à cabeça? A dupla Gramado e Canela? Bento Gonçalves? Caxias do Sul? Nova Petrópolis? São muitas opções, não é mesmo?

Estive no Vale dos Vinhedos há duas semanas e cada vez que ando por lá fico impressionada com as novidades. Sempre tem algo de diferente para ver.

Desta vez, fizemos um caminho diferente: em Garibaldi, acessamos a Estrada do Sabor. Trata-se de um roteiro pelo interior deste município, cruzando paisagens lindíssimas e com muitas atrações, que te leva diretamente ao coração do Vale dos Vinhedos, por estradas asfaltadas.

Um dos destaques, sem sombra de dúvidas, é a Osteria della Colombina, um restaurante típico italiano, atendido pela família de Odete Bettú Lazzari. A ideia é de um italian slow food, ou seja, uma refeição à italiana, servida sem pressa. Leva-se, tranquilamente duas horas para a degustação completa das delícias preparadas pelos proprietários. Polenta na chapa, salame, sopa de agnolini e outras delícias são servidas aos poucos. Para acompanhar, vinho da família, suco de uva e um papo excelente com os proprietários. O deleite se encerra com um Lemoncello e com a Colombina, feita de pão e servida quentinha para os convivas, resgatando uma tradição italiana.

(foto do blog dorsparaomundo.blogspot.com.br)

(foto do blog dorsparaomundo.blogspot.com.br)

(foto do blog dorsparaomundo.blogspot.com.br)

(foto do blog dorsparaomundo.blogspot.com.br)

O local é de chão batido e ricamente decorado com elementos que reforçam a religiosidade e a vocação para o trabalho na roça do imigrante italiano. Parece a casa da vó da gente.

Detalhes importantes: o restaurante só abre em feriados nacionais e finais de semana, exceto na Sexta-feira Santa, no dia 25 de dezembro e 1º de janeiro. É preciso reserva antecipada, pelos telefones (54) 3464.7755 ou (54) 9121.1040, pois são servidas 35 pessoas no máximo por refeição. E o pagamento é somente em dinheiro, pois não aceita cartão.

Além da Osteria, existem outras propriedades que podem ser visitadas. Mas sempre agende com antecedência, porque passamos em outras propriedades e não havia ninguém em casa.

mapa

Depois, fomos terminar o dia na Pousada Terragnolo, no Vale dos Vinhedos. A pousada fica na Vinícola de mesmo nome e é muito aconchegante. São poucos quartos, cada um com um nome de vinho. O nosso era o Marselan e tinha vista para o parreiral.

(foto do blog dorsparaomundo.blogspot.com.br)

(foto do blog dorsparaomundo.blogspot.com.br)

(foto do blog dorsparaomundo.blogspot.com.br)

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Na chegada, uma degustação dos vinhos da casa, com muito destaque para a cepa Marselan. Impressionante como a qualidade do vinho gaúcho está boa, o que eu acho muito legal. Não perde em nada para rótulos argentinos e chilenos, tanto nos aromas, como nos taninos, porém não os acompanha no preço, pois um vinho de alta qualidade, como os que estão sendo produzidos no Vale dos Vinhedos e arredores, é caro para os padrões brasileiros. Mesmo assim, vale o investimento.

A vista a partir da pousada é do Vale dos Vinhedos, com Bento Gonçalves no skyline. Lindo demais!

(foto do blog dorsparaomundo.blogspot.com.br)

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O café da manhã, com produtos coloniais e sucos e geleias produzidas pela própria Terragnolo está no preço da diária. Importante reservar antecipadamente, ainda mais no outono, que pede um passeio pela Serra Gaúcha.

 

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Viagens

Cores e Sabores do Peru

Sei que a Marlene Sager adora gastronomia e eu prometi a ela este post. Marlene, aqui está!

Que eu adoro viajar, todo mundo sabe. Mas eu vou além do simplesmente estar em outro lugar. Os cheiros e os sabores fazem parte da aventura e em os conhecendo, faz com que eu me sinta local. É por isso que sempre pesquiso os pratos típicos do destino para prová-los. E não foi diferente no Peru.

Aliás, o Peru me surpreendeu positivamente em muitos sentidos. Na gastronomia, inclusive.

O Ceviche é o prato principal, assim como o Pisco Sour a bebida típica de lá. Aprendi a prepará-los no Restaurante Rosa Náutica, como contei aqui e aqui.

Ceviche (foto do blog dorsparaomundo.blogspot.com.br)

Ceviche (foto do blog dorsparaomundo.blogspot.com.br)

Pisco Sour (foto do blog dorsparaomundo.blogspot.com.br)

Pisco Sour (foto do blog dorsparaomundo.blogspot.com.br)

Adoro um mercado público. E no Peru visitei um que nos apresentou diferentes ingredientes muito utilizados lá: na primeira banca, frutos do mar. Degustei uma Vieira marinada no limão. Demorei, mas tive coragem. Gostei.

Depois, degustamos frutas e conhecemos temperos e chás. O Peru produz mais de 3500 tipos de batatas diferentes. E o que dizer dos milhos, especialmente o preto?

(foto do blog dorsparaomundo.blogspot.com.br)

(foto do blog dorsparaomundo.blogspot.com.br)

(foto do blog dorsparaomundo.blogspot.com.br)

(foto do blog dorsparaomundo.blogspot.com.br)

É dele que se faz a Chicha de Jora, uma espécie de cerveja, em que o milho é mascado para depois fermentar. Era a bebida típica dos Incas. Se eu tomei? Claro que sim!

E você comeria Cuy? Ah, não sabe o que é?  Eu explico: porquinho-da-índia. Pois eu comi e gostei. Estive numa Picantería bem típica e nada turística em Cusco e foi o máximo. Sentamos em uma das mesas coletivas e escolhemos o nosso prato a partir do menu, que estava escrito em um quadro negro. Foi uma baita experiência!

Ok, também fui num Astrid y Gastón, em Cusco. Alta gastronomia, bom vinho peruano, ambiente requintado e preço honesto. Eu disse: circulo em qualquer ambiente bem tranquilamente. E provo tudo o que aparecer pela frente.

Ah, no Peru tem que tomar Chá de Coca (amargo como chá verde, mas que ajuda na oxigenação), Inka Cola, Kola Inglesa e Chica Morada. Estes três últimos são refrigerantes. Se tiver muito gelo, o que não é costume por lá, até vai… E tem a cerveja Cusqueña, que é muito boa, também.

Uma das delícias de lá se chama lúcuma. Comi tudo de lúcuma: sorvete, torta, doce, qualquer coisa que fosse de lúcuma. Tudo delicioso!  Tem um sabor amendoado, diferente de tudo o que temos no sul do Brasil.

Sobremesa de Lúcuma (foto do blog dorsparaomundo.blogspot.com.br)

Sobremesa de lúcuma (foto do blog dorsparaomundo.blogspot.com.br)

Saiba mais sobre os sabores peruanos aqui.

 

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Como se inspirar para uma viagem?

Independentemente da forma como você prefere viajar, se em grupo, pacote ou sozinho, preparar-se é fundamental. Quando se integra um grupo organizado por uma agência ou operadora, há um guia que acompanha e que relata os fatos mais importantes sobre o lugar, mostra detalhes da arquitetura e determina o tempo disponível para que você, após as orientações recebidas, explore minimamente o atrativo que está sendo visitado. Às vezes, isso não é possível, porque existe um roteiro a seguir.

Quando se viaja por conta própria, não existe o guia para te acompanhar, a menos que você, no destino, contrate um de forma particular (em Machu Picchu eu realmente recomendo um guia particular para a melhor compreensão do sítio arqueológico como um todo). Logo, você terá que obter as informações que deseja por outros meios. Além dos guias publicados pelas editoras (Lonely Planet, Guia da Folha, etc.) e das revistas especializadas (Viagem e Turismo, Viaje mais por menos, etc.), existem muitos blogs que escrevem sobre o destino para que você está prestes a embarcar (consulte os sítios da RBBV e da ABBV e poderá ter acesso a vários deles, todos com informações sérias sobre os destinos viajados). Pode ter certeza: alguém já esteve lá antes e já escreveu algo em algum lugar. É preciso um pouco de paciência e tempo para garimpar as informações disponíveis na web. Sinceramente, não sei como se viajava antes da internet…

Mas existe outra forma de você se inspirar para viajar: livros e filmes. Confessa aí que ficou louca para ir para a Roma, Índia e Bali logo depois de assistir ‘Comer, Rezar e Amar’, com a Júlia Roberts? Ou voar para a Toscana, após ler ou assistir o filme ‘Sob o Sol da Toscana’? Lembro que montei um roteiro inteiro para a Espanha após assistir ‘Vicky Cristina Barcelona’… E que delirei na Praça de Espanha, em Roma, ao lembrar do ‘Para Roma com amor’, de Woody Allen… E a lista de filmes não termina assim tão rapidamente… ‘Meia-noite em Paris’, ‘O carteiro e o poeta’, ‘Cartas para Julieta’ e outros tantos que não me vêm à memória agora…

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E o que dizer dos livros, então? ‘Eu, Monalisa’ descreve a Florença antiga de forma tão detalhada que quando pisei na Ponte Vecchio, podia quase enxergar as bancas que ali existiram (atualmente são comerciantes de ouro a grande maioria). ‘Minha vida com Pablo Neruda’ relata a história de amor entre o poeta e sua ‘Chascona’, Matilde Urrutia, cujos detalhes narrados no livro podem ser visitados em suas três casas no Chile: La Chascona (Santiago), Isla Negra e La Sebastiana (Viña Del Mar). Os próprios livros de Dan Brown (Código da Vinci, Anjos e Demônios, etc.) são excelentes ao detalhar os locais por onde passam seus personagens.

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Martha Medeiros escreveu o melhor guia para Santiago do Chile. Mais recentemente, ‘Um lugar na janela’ reúne crônicas de suas viagens. Luciana Tomasi, outra gaúcha que adora viajar, conta suas aventuras pela Ásia em dois livros deliciosos de ler: Um SPA na Índia e Três Cidades perto do céu (ih, ainda não bloguei ele…). Guilherme Canever viaja de forma totalmente independente e de mochila. Narrou suas peripécias em De Capetown a Muscat: uma aventura pela África’ e ‘Rota da Seda’, ambos da editora Pulp.

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Além das informações práticas para o destino, que você vai precisar e que os guias, revistas e blogs proporcionam, a literatura e o cinema ajudam muito no quesito informações e inspirações sobre o destino. Seja para você se preparar, seja para você rever um lugar que já conhece. E assim você não fica preso à versão oficial, que é aquela que querem que você saiba; pelo contrário, você pode questionar, buscar temas de seu interesse e compreender muito além daquilo que o destino tem para te mostrar, além de encontrar lugares superlegais que não integram o roteiro oficial, digamos assim.

E você, como se prepara para a sua viagem? Conte para a gente!

 

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