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Como se inspirar para uma viagem?

Independentemente da forma como você prefere viajar, se em grupo, pacote ou sozinho, preparar-se é fundamental. Quando se integra um grupo organizado por uma agência ou operadora, há um guia que acompanha e que relata os fatos mais importantes sobre o lugar, mostra detalhes da arquitetura e determina o tempo disponível para que você, após as orientações recebidas, explore minimamente o atrativo que está sendo visitado. Às vezes, isso não é possível, porque existe um roteiro a seguir.

Quando se viaja por conta própria, não existe o guia para te acompanhar, a menos que você, no destino, contrate um de forma particular (em Machu Picchu eu realmente recomendo um guia particular para a melhor compreensão do sítio arqueológico como um todo). Logo, você terá que obter as informações que deseja por outros meios. Além dos guias publicados pelas editoras (Lonely Planet, Guia da Folha, etc.) e das revistas especializadas (Viagem e Turismo, Viaje mais por menos, etc.), existem muitos blogs que escrevem sobre o destino para que você está prestes a embarcar (consulte os sítios da RBBV e da ABBV e poderá ter acesso a vários deles, todos com informações sérias sobre os destinos viajados). Pode ter certeza: alguém já esteve lá antes e já escreveu algo em algum lugar. É preciso um pouco de paciência e tempo para garimpar as informações disponíveis na web. Sinceramente, não sei como se viajava antes da internet…

Mas existe outra forma de você se inspirar para viajar: livros e filmes. Confessa aí que ficou louca para ir para a Roma, Índia e Bali logo depois de assistir ‘Comer, Rezar e Amar’, com a Júlia Roberts? Ou voar para a Toscana, após ler ou assistir o filme ‘Sob o Sol da Toscana’? Lembro que montei um roteiro inteiro para a Espanha após assistir ‘Vicky Cristina Barcelona’… E que delirei na Praça de Espanha, em Roma, ao lembrar do ‘Para Roma com amor’, de Woody Allen… E a lista de filmes não termina assim tão rapidamente… ‘Meia-noite em Paris’, ‘O carteiro e o poeta’, ‘Cartas para Julieta’ e outros tantos que não me vêm à memória agora…

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E o que dizer dos livros, então? ‘Eu, Monalisa’ descreve a Florença antiga de forma tão detalhada que quando pisei na Ponte Vecchio, podia quase enxergar as bancas que ali existiram (atualmente são comerciantes de ouro a grande maioria). ‘Minha vida com Pablo Neruda’ relata a história de amor entre o poeta e sua ‘Chascona’, Matilde Urrutia, cujos detalhes narrados no livro podem ser visitados em suas três casas no Chile: La Chascona (Santiago), Isla Negra e La Sebastiana (Viña Del Mar). Os próprios livros de Dan Brown (Código da Vinci, Anjos e Demônios, etc.) são excelentes ao detalhar os locais por onde passam seus personagens.

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Martha Medeiros escreveu o melhor guia para Santiago do Chile. Mais recentemente, ‘Um lugar na janela’ reúne crônicas de suas viagens. Luciana Tomasi, outra gaúcha que adora viajar, conta suas aventuras pela Ásia em dois livros deliciosos de ler: Um SPA na Índia e Três Cidades perto do céu (ih, ainda não bloguei ele…). Guilherme Canever viaja de forma totalmente independente e de mochila. Narrou suas peripécias em De Capetown a Muscat: uma aventura pela África’ e ‘Rota da Seda’, ambos da editora Pulp.

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Além das informações práticas para o destino, que você vai precisar e que os guias, revistas e blogs proporcionam, a literatura e o cinema ajudam muito no quesito informações e inspirações sobre o destino. Seja para você se preparar, seja para você rever um lugar que já conhece. E assim você não fica preso à versão oficial, que é aquela que querem que você saiba; pelo contrário, você pode questionar, buscar temas de seu interesse e compreender muito além daquilo que o destino tem para te mostrar, além de encontrar lugares superlegais que não integram o roteiro oficial, digamos assim.

E você, como se prepara para a sua viagem? Conte para a gente!

 

andrea barros particular2

Blog, Cultura, Entretenimento

Filmes que amamos: Flor do Deserto (2010)

19874347Flor do deserto (2010)

Uma história de Cinderela, com muita sensibilidade e lucidez. O filme conta a história real da modelo Waris Dirie (Liya Kebede). A bela que nasceu na Somália em 1965, numa numerosa família de pastores nômades muito pobres. Como de costume as meninas na tribo, eram vendidas ainda crianças para homens muito mais velhos, e como não foi diferente, aos 13 Waris foi vendida a um noivo de 60 anos. Insatisfeita com o triste destino, a menina foge sozinha e atravessa o deserto hostil e por penosos dias que parecem intermináveis consegue chegar a Mogadíscio onde é recebida pela avó que a envia para Londres. Trabalhando de empregada doméstica Waris cresce e adulta é descoberta pelo fotógrafo Terry Donaldson (Timothy Spall). Foi nesse momento que a vida de Waris muda ao se tornar uma super-modelo. Já mundialmente conhecida Waris torna-se embaixadora da ONU relatando a experiência degradante de milhões de crianças submetidas a excisão feminina. A luta começa com uma série de entrevistas às revistas de moda, onde ela relata a experiência que teve aos cinco anos, a mesma que mutilou tantas crianças marcadas por toda a vida. Filme de Sherry Horman, é baseado na autobiografia de Waris Dirie que se tornou, em 1998, num best-seller em todo o mundo.

Onde assistir: Youtube, locadoras

Por Kelly Martini – MTb 137.27

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Viagens

Uma roadtrip por Santa Catarina e Paraná.

Em tempos de dólar na estratosfera, o que encarece – e muito – as passagens aéreas, qualquer viagem de avião acaba custando mais do que o desejado. Mas para quem gosta de estar na estrada, viajar de carro também pode ser uma boa opção, em que pese o preço do combustível e as condições das estradas brasileiras.

Pensando nisso, montei uma roadtrip até Curitiba, porque queria visitar três lugares especialmente: São Francisco do Sul/SC e seu Museu Nacional do Mar, o Parque Estadual de Vila Velha, com suas formações de arenito e, também, queria fazer o passeio de trem entre Curitiba e Morretes (embora eu já conhecesse a Estrada da Graciosa). Foram 10 dias na estrada, em um passeio em família muito agradável (meus pais estavam conosco).

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Em São Francisco do Sul reservei um hotel no Centro Histórico com café da manhã (conheça ele aqui). Ficamos lá duas noites. A cidade nos surpreendeu positivamente, porque existem muitas atividades que podem ser realizadas além do Museu Nacional do Mar, que é bem interessante e vale a visita. O passeio de barco pela Baía da Babitonga, por exemplo, ficou para outra oportunidade. Em compensação, visitamos os três museus que a cidade possui (além do já mencionado Museu Nacional do Mar, o Museu Histórico da Cidade e o Museu Sacro), fizemos uma trilha no Parque Municipal, que tem uma vista linda da cidade e da Baía e caminhamos pelo parque da ribeira. As casas em estilo colonial açoriano complementam o visual.

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Em Curitiba, aluguei um apartamento muito bom e bem localizado, inclusive com garagem, para ficarmos durante uma semana. Aluguei pelo HomeAway. A negociação muito tranquila e segura. A economia foi enorme em comparação a um hotel para nós os cinco no mesmo período.

Além de visitarmos Curitiba, que te recebe de braços abertos e com atividades para todas as idades, num dos dias fomos até o Parque Estadual de Vila Velha, que estudei no colégio lá em Cacimbinhas, quando era criança. O Parque é muito bem organizado, com dois passeios diferentes: o das Furnas e o dos Arenitos. Você pode optar por fazer os dois ou apenas um deles. Fizemos os dois e, no segundo, as duas trilhas autoguiadas. Depois da visita, um bom café colonial em Witmarsun, já voltando para Curitiba.

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Mas o ponto alto foi, sem sobra de dúvidas, o passeio de trem entre Curitiba e Morretes. É preciso comprar a passagem na empresa credenciada, que fica na sede da rodoferroviária de Curitiba. Nós tivemos sorte, o tempo estava aberto e a vista da Serra do Mar é indescritível. O valor inclui a ida de trem (são umas 4h de viagem), o almoço em Morretes (prato típico da região, muito saboroso), um passeio em Antonina (para mim, muito mais bonita que Morretes) e a volta em um micro-ônibus ou van pela magnífica Estrada da Graciosa. O passeio dura o dia inteiro. A empresa oferece outras opções de passeio de trem, também.

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0601Em Curitiba, visitamos o Jardim Botânico, diversos parques, o Museu Oscar Niemeyer (MON), Museu Ferroviário, Rua das Flores, Feira do Largo da Ordem, o tradicional Bar do Alemão, o ônibus de turismo, fizemos passeios exclusivamente voltados para a Valentina, dentre outras atividades. Mas o mais legal é perceber como a cidade está preparada tanto para receber os pequenos viajantes como os adultos e deficientes. Vale muito a visita por lá.

Se você se interessou pelo roteiro, pode conferir mais dicas lá no blog http://dorsparaomundo.blogspot.com.br/search/label/Curitiba.

E se tiver mais uns dias livres, você pode conjugar com Beto Carrero World, com a Serra Catarinense (Urubici e Serra do Rio do Rastro ou a do Corvo Branco) e com águas termais (Gravatal e arredores). Desta forma, o roteiro fica bem completo e você volta para casa com muita história para contar.

Esta última parte, embora tivesse sido agregada ao nosso roteiro enquanto estávamos em Curitiba, não conseguimos executar desta vez. Nosso carro estragou no início da viagem de volta, precisou ficar na concessionária em Joinville e então decidimos voltar para casa. Pelo menos os danos foram no carro. Nós estamos aqui, todos prontos para outra aventura.

Até o próximo post!

 

andrea barros particular2

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Viagens

Piratini/RS

A dica deste mês farroupilha é a cidade de Piratini, situada na Serra do Sudoeste do Estado do Rio Grande do Sul, considerada a Primeira Capital Farroupilha.

Segundo o sítio Turismo Piratini,

A história do município de Piratini remonta a 1777, quando os primeiros militares portugueses instalaram-se às margens do rio Piratinim. Já em 1789 vieram 48 casais das ilhas dos Açores para, naquelas terras, residir e trabalhar. Entre 1819 e 1824 os prédios mais significativos foram construídos, incluindo solares e sobrados.

A tradição guerreira da cidade iniciou-se já em 1827, quando muitos habitantes da Freguesia tomaram parte na campanha da Cisplatina. Por ocasião da Revolução Farroupilha, em 8 de outubro de 1835, a vila foi ocupada pelos Farrapos. Devido à posição estratégica da cidade e à simpatia com que os habitantes receberam os guerreiros, Piratini foi escolhida como centro das operações.

Em menos de um ano, no dia 11 de setembro de 1836, é proclamada a República Rio-Grandense, sendo Bento Gonçalves da Silva eleito presidente, embora recolhido na prisão. Em 10 de novembro do mesmo ano Piratini foi eleita capital da novel República e em 1837 elevada à categoria de cidade. Nos anos que sucederam a população nunca abandonou os princípios republicanos, unindo-se aos combates pela causa.

Além de sua importância histórica, Piratini organizou um roteiro turístico muito interessante, que pode ser percorrido em aproximadamente 2h, incluindo aí a visita a dois museus: o Museu Histórico Farroupilha e o Museu Municipal Barbosa Lessa. Ler mais

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Bem-Estar, Dicas, Saúde

Os benefícios do chimarrão.

Que tal uma roda de mate?

Nosso dia está chegando – o Dia do Gaúcho – e nada melhor do que brindar com um belo chimarrão. Esta é uma tradição que nos une e, melhor ainda, que trás benefícios para nossa saúde.

Nele, encontramos elementos importantes para o nosso corpo, como os polifenóis (presentes em vegetais), que são uma classe de compostos bioativos que desempenham papel antioxidante. Em português gaúcho, isso significa que “tu toma chimarrão e combate o envelhecimento, tchê”. Além disso, muitos estudos mostram que o chimarrão auxilia no controle de colesterol, na proteção do fígado e que, também, é fonte de minerais essenciais e vitaminas.

O chimarrão é um ótimo diurético e, por isso, ajuda na eliminação de líquidos do corpo. Mas cuidado, porque isso nem sempre é desejável, visto que, normalmente, o que mais precisamos é hidratar o nosso corpo. E aí, água é a melhor alternativa.

Que ele é super-rico e funcional, já entendemos, mas vou te dizer que podemos deixá-lo ainda mais maaaaravilhoso introduzindo alguns chás:

chás

  • Anis estrelado – expectorante e ótimo para digestão.
  • Hortelã – para gripes, dores de cabeça, cólicas e má digestão.
  • Cavalinha – acelera o metabolismo, aumenta sistema imunológico e é diurético.
  • Oliveira – é diurético e auxilia na prisão de ventre e redução de peso.
  • Gengibre – para gripes, resfriados e dores de cabeça. É diurético e um ótimo acelerador de metabolismo.

A erva-mate (Ilex paraguariensis) é consumida por aproximadamente 80% da população gaúcha e, não podemos negar, o consumo de chimarrão é um hábito suuuuper gostoso. Então, já que ele faz parte do nosso dia a dia, procure uma erva-mate que seja orgânica, pois assim, evitarás agrotóxicos e toxinas em seu chimarrão.

As Mulheres Donas de Si convidam: dia 19 de setembro, haverá mateada na Nação Verde, com erva-mate orgânica, é claro.

Dicas da Nutricionista da Nação Verde Santa Maria.

 

 

DESTAQUE
Moda

A MODA DAS PILCHAS FRIZZO – PARTE 2

O Rio Grande do Sul é um território formado por diversos povos, que desde o seu surgimento até os dias atuais tem orgulho de manter sua cultura e suas tradições gaúchas.

“Um dia, quando eu me for,
Rumbeando a Querência Eterna
Onde bolearei a perna
Diante do meu Criador,
Não chorem o pajador,
Do velho pago florido,
Que há de cantar comovido
Até o último repuxo,
Porque só em nascer gaúcho
Vale a pena ter vivido!”

Jayme Caetano Braun Ler mais