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do rs para o mundo

Viagens

Estrada do Sabor e Vale dos Vinhedos

Quando se fala em Serra Gaúcha, que cidade ou cidades lhe vêm à cabeça? A dupla Gramado e Canela? Bento Gonçalves? Caxias do Sul? Nova Petrópolis? São muitas opções, não é mesmo?

Estive no Vale dos Vinhedos há duas semanas e cada vez que ando por lá fico impressionada com as novidades. Sempre tem algo de diferente para ver.

Desta vez, fizemos um caminho diferente: em Garibaldi, acessamos a Estrada do Sabor. Trata-se de um roteiro pelo interior deste município, cruzando paisagens lindíssimas e com muitas atrações, que te leva diretamente ao coração do Vale dos Vinhedos, por estradas asfaltadas.

Um dos destaques, sem sombra de dúvidas, é a Osteria della Colombina, um restaurante típico italiano, atendido pela família de Odete Bettú Lazzari. A ideia é de um italian slow food, ou seja, uma refeição à italiana, servida sem pressa. Leva-se, tranquilamente duas horas para a degustação completa das delícias preparadas pelos proprietários. Polenta na chapa, salame, sopa de agnolini e outras delícias são servidas aos poucos. Para acompanhar, vinho da família, suco de uva e um papo excelente com os proprietários. O deleite se encerra com um Lemoncello e com a Colombina, feita de pão e servida quentinha para os convivas, resgatando uma tradição italiana.

(foto do blog dorsparaomundo.blogspot.com.br)

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O local é de chão batido e ricamente decorado com elementos que reforçam a religiosidade e a vocação para o trabalho na roça do imigrante italiano. Parece a casa da vó da gente.

Detalhes importantes: o restaurante só abre em feriados nacionais e finais de semana, exceto na Sexta-feira Santa, no dia 25 de dezembro e 1º de janeiro. É preciso reserva antecipada, pelos telefones (54) 3464.7755 ou (54) 9121.1040, pois são servidas 35 pessoas no máximo por refeição. E o pagamento é somente em dinheiro, pois não aceita cartão.

Além da Osteria, existem outras propriedades que podem ser visitadas. Mas sempre agende com antecedência, porque passamos em outras propriedades e não havia ninguém em casa.

mapa

Depois, fomos terminar o dia na Pousada Terragnolo, no Vale dos Vinhedos. A pousada fica na Vinícola de mesmo nome e é muito aconchegante. São poucos quartos, cada um com um nome de vinho. O nosso era o Marselan e tinha vista para o parreiral.

(foto do blog dorsparaomundo.blogspot.com.br)

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Na chegada, uma degustação dos vinhos da casa, com muito destaque para a cepa Marselan. Impressionante como a qualidade do vinho gaúcho está boa, o que eu acho muito legal. Não perde em nada para rótulos argentinos e chilenos, tanto nos aromas, como nos taninos, porém não os acompanha no preço, pois um vinho de alta qualidade, como os que estão sendo produzidos no Vale dos Vinhedos e arredores, é caro para os padrões brasileiros. Mesmo assim, vale o investimento.

A vista a partir da pousada é do Vale dos Vinhedos, com Bento Gonçalves no skyline. Lindo demais!

(foto do blog dorsparaomundo.blogspot.com.br)

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O café da manhã, com produtos coloniais e sucos e geleias produzidas pela própria Terragnolo está no preço da diária. Importante reservar antecipadamente, ainda mais no outono, que pede um passeio pela Serra Gaúcha.

 

andrea barros particular2

Viagens

Cores e Sabores do Peru

Sei que a Marlene Sager adora gastronomia e eu prometi a ela este post. Marlene, aqui está!

Que eu adoro viajar, todo mundo sabe. Mas eu vou além do simplesmente estar em outro lugar. Os cheiros e os sabores fazem parte da aventura e em os conhecendo, faz com que eu me sinta local. É por isso que sempre pesquiso os pratos típicos do destino para prová-los. E não foi diferente no Peru.

Aliás, o Peru me surpreendeu positivamente em muitos sentidos. Na gastronomia, inclusive.

O Ceviche é o prato principal, assim como o Pisco Sour a bebida típica de lá. Aprendi a prepará-los no Restaurante Rosa Náutica, como contei aqui e aqui.

Ceviche (foto do blog dorsparaomundo.blogspot.com.br)

Ceviche (foto do blog dorsparaomundo.blogspot.com.br)

Pisco Sour (foto do blog dorsparaomundo.blogspot.com.br)

Pisco Sour (foto do blog dorsparaomundo.blogspot.com.br)

Adoro um mercado público. E no Peru visitei um que nos apresentou diferentes ingredientes muito utilizados lá: na primeira banca, frutos do mar. Degustei uma Vieira marinada no limão. Demorei, mas tive coragem. Gostei.

Depois, degustamos frutas e conhecemos temperos e chás. O Peru produz mais de 3500 tipos de batatas diferentes. E o que dizer dos milhos, especialmente o preto?

(foto do blog dorsparaomundo.blogspot.com.br)

(foto do blog dorsparaomundo.blogspot.com.br)

(foto do blog dorsparaomundo.blogspot.com.br)

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É dele que se faz a Chicha de Jora, uma espécie de cerveja, em que o milho é mascado para depois fermentar. Era a bebida típica dos Incas. Se eu tomei? Claro que sim!

E você comeria Cuy? Ah, não sabe o que é?  Eu explico: porquinho-da-índia. Pois eu comi e gostei. Estive numa Picantería bem típica e nada turística em Cusco e foi o máximo. Sentamos em uma das mesas coletivas e escolhemos o nosso prato a partir do menu, que estava escrito em um quadro negro. Foi uma baita experiência!

Ok, também fui num Astrid y Gastón, em Cusco. Alta gastronomia, bom vinho peruano, ambiente requintado e preço honesto. Eu disse: circulo em qualquer ambiente bem tranquilamente. E provo tudo o que aparecer pela frente.

Ah, no Peru tem que tomar Chá de Coca (amargo como chá verde, mas que ajuda na oxigenação), Inka Cola, Kola Inglesa e Chica Morada. Estes três últimos são refrigerantes. Se tiver muito gelo, o que não é costume por lá, até vai… E tem a cerveja Cusqueña, que é muito boa, também.

Uma das delícias de lá se chama lúcuma. Comi tudo de lúcuma: sorvete, torta, doce, qualquer coisa que fosse de lúcuma. Tudo delicioso!  Tem um sabor amendoado, diferente de tudo o que temos no sul do Brasil.

Sobremesa de Lúcuma (foto do blog dorsparaomundo.blogspot.com.br)

Sobremesa de lúcuma (foto do blog dorsparaomundo.blogspot.com.br)

Saiba mais sobre os sabores peruanos aqui.

 

andrea barros particular2

Viagens

Como se inspirar para uma viagem?

Independentemente da forma como você prefere viajar, se em grupo, pacote ou sozinho, preparar-se é fundamental. Quando se integra um grupo organizado por uma agência ou operadora, há um guia que acompanha e que relata os fatos mais importantes sobre o lugar, mostra detalhes da arquitetura e determina o tempo disponível para que você, após as orientações recebidas, explore minimamente o atrativo que está sendo visitado. Às vezes, isso não é possível, porque existe um roteiro a seguir.

Quando se viaja por conta própria, não existe o guia para te acompanhar, a menos que você, no destino, contrate um de forma particular (em Machu Picchu eu realmente recomendo um guia particular para a melhor compreensão do sítio arqueológico como um todo). Logo, você terá que obter as informações que deseja por outros meios. Além dos guias publicados pelas editoras (Lonely Planet, Guia da Folha, etc.) e das revistas especializadas (Viagem e Turismo, Viaje mais por menos, etc.), existem muitos blogs que escrevem sobre o destino para que você está prestes a embarcar (consulte os sítios da RBBV e da ABBV e poderá ter acesso a vários deles, todos com informações sérias sobre os destinos viajados). Pode ter certeza: alguém já esteve lá antes e já escreveu algo em algum lugar. É preciso um pouco de paciência e tempo para garimpar as informações disponíveis na web. Sinceramente, não sei como se viajava antes da internet…

Mas existe outra forma de você se inspirar para viajar: livros e filmes. Confessa aí que ficou louca para ir para a Roma, Índia e Bali logo depois de assistir ‘Comer, Rezar e Amar’, com a Júlia Roberts? Ou voar para a Toscana, após ler ou assistir o filme ‘Sob o Sol da Toscana’? Lembro que montei um roteiro inteiro para a Espanha após assistir ‘Vicky Cristina Barcelona’… E que delirei na Praça de Espanha, em Roma, ao lembrar do ‘Para Roma com amor’, de Woody Allen… E a lista de filmes não termina assim tão rapidamente… ‘Meia-noite em Paris’, ‘O carteiro e o poeta’, ‘Cartas para Julieta’ e outros tantos que não me vêm à memória agora…

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E o que dizer dos livros, então? ‘Eu, Monalisa’ descreve a Florença antiga de forma tão detalhada que quando pisei na Ponte Vecchio, podia quase enxergar as bancas que ali existiram (atualmente são comerciantes de ouro a grande maioria). ‘Minha vida com Pablo Neruda’ relata a história de amor entre o poeta e sua ‘Chascona’, Matilde Urrutia, cujos detalhes narrados no livro podem ser visitados em suas três casas no Chile: La Chascona (Santiago), Isla Negra e La Sebastiana (Viña Del Mar). Os próprios livros de Dan Brown (Código da Vinci, Anjos e Demônios, etc.) são excelentes ao detalhar os locais por onde passam seus personagens.

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Martha Medeiros escreveu o melhor guia para Santiago do Chile. Mais recentemente, ‘Um lugar na janela’ reúne crônicas de suas viagens. Luciana Tomasi, outra gaúcha que adora viajar, conta suas aventuras pela Ásia em dois livros deliciosos de ler: Um SPA na Índia e Três Cidades perto do céu (ih, ainda não bloguei ele…). Guilherme Canever viaja de forma totalmente independente e de mochila. Narrou suas peripécias em De Capetown a Muscat: uma aventura pela África’ e ‘Rota da Seda’, ambos da editora Pulp.

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Além das informações práticas para o destino, que você vai precisar e que os guias, revistas e blogs proporcionam, a literatura e o cinema ajudam muito no quesito informações e inspirações sobre o destino. Seja para você se preparar, seja para você rever um lugar que já conhece. E assim você não fica preso à versão oficial, que é aquela que querem que você saiba; pelo contrário, você pode questionar, buscar temas de seu interesse e compreender muito além daquilo que o destino tem para te mostrar, além de encontrar lugares superlegais que não integram o roteiro oficial, digamos assim.

E você, como se prepara para a sua viagem? Conte para a gente!

 

andrea barros particular2

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Litoral de Alagoas: a costa dos corais e sua água verde-esmeralda.

Alagoas tem o litoral mais bonito e a água mais verde do Brasil. São muitas praias desde a divisa com o Estado de Pernambuco até a foz do Velho Chico. Alagoas é muito além de Maceió ou Maragogi.

Visitei Dunas de Marapé e a foz do Rio São Francisco quando fui a primeira vez e recomendo! Na última, um roteiro de carro me levou a praias lindas e quase intocadas, imagens que me fazem querer voltar lá em breve. Ler mais

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Pousada-fazenda: um lugar para descansar e vivenciar as lides do campo.

Quem me conhece sabe que não fui criada no campo, mas na cidade. No entanto, gosto muito de estar próximo à natureza, andar a cavalo, fazer trilha, experimentar a gastronomia local… Não tem preço escutar os insetos à noite ou o galo cantando ao amanhecer quando se precisa muito descansar. E final de ano e férias pedem um bom descanso, não é mesmo?

Vou apresentar, então, quatro lugares que eu considero especiais: as pousadas-fazenda Serra do Panelão (SC), o Recanto dos Borghetti (RS), a Casa do Morro (RS) e a Estáncia La Paz, no Uruguai.

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Colónia del Sacramento – Uruguai

Sabe um daqueles lugares que parece ter saído de um livro de história? Pois é, esse lugar existe e fica aqui ao lado. Colónia ou Colônia (o idioma você escolhe) já pertenceu aos portugueses, depois aos espanhóis, voltou aos portugueses e hoje está em território uruguaio, desde 1828.

379 - e assim nós caminhamos toda a ciudad vieja Ler mais